morre o peixe quando o vento
ao fundo o mar bravio enrola
e a noite invade esta cabana
de pescadores. Mágoas
também se queimam.
Chove, mal arde a brasa,
e mal se vê, quase já sem luz,
mas conhece estas quatro paredes
de madeira velha, este grelhador,
e pouco mais na solidão do catre
- duas mantas a um canto,
talvez - quando quase importa
a sobrevivência.
José S.